Luz em tempos de escuridão - Nalandabodhi Petrópolis
Share on facebook
Share on twitter
Share on email

Luz em tempos de escuridão

Nós costumamos valorizar muito pouco as nossas vidas. Por anos a fio, arrastamo-nos pelos dias motivados somente pelo hábito. Seguimos assim até que nossa rotina se torna totalmente mecânica.

Acordamos ao som do alarme. Escovamos os dentes e nos vestimos, saímos para trabalhar e logo já é hora de pegarmos os filhos na escola. Voltamos para jantar em casa ou saímos com amigos, depois ficamos cansados e vamos dormir. Chega o fim de semana e vamos nos divertir no parque ou na praia.

Depois volta a Dona Segunda e acordamos de novo ao som irritante do alarme. Repetimos esse ritual por anos a fio sem questionar.

Um novo alarme para um novo dia
Agora, de uma hora para a outra, desde meados de dezembro passado, fomos acordados da nossa rotina habitual por um tipo diferente de alarme: essa pandemia mundial. Esse alarme interrompeu nossa rotina abruptamente. Praticamente todas as comunidades no planeta foram de certo modo afetadas pela pandemia.

Não mais podemos seguir acordando com o mesmo barulho irritante do alarme na segunda-feira. Podemos, no entanto, despertar com esse novo tipo de alarme. Podemos começar um novo dia e criar uma nova rotina nesse novo espaço.

Esse novo espaço é como uma volta ao início, ao ponto de partida. Agora temos uma página em branco. Temos um novo senso – vasto – de abertura e crueza.

No entanto, a existência desse espaço é assustadora, certo? Espaço demais numa conversa, por exemplo, pode ser desconfortável. Então, nestes tempos, nos sentimos sem chão e assustados pela interrupção da nossa rotina.

É como se estivéssemos nos preparando para uma reunião importante ou para uma entrevista de emprego e de repente ficássemos sem roupa. Como se toda a nossa roupa caísse no chão: gravata, paletó, tudo. Sentimo-nos nus.

Nessa hora, não sabemos o que fazer e encaramos aquela situação inesperada. Ficamos nos sentindo sem chão, sem entender, o que cria medo. E é assim mesmo. Está tudo bem.

Esse espaço, essa abertura – tão nua e crua – é uma grande oportunidade de recomeço. Mas a oportunidade é apenas uma condição. A verdadeira oportunidade é você. Você mesmo é a oportunidade.

Sabemos como tem sido difícil e desafiador para todos estar nessa situação prolongada e sombria, por assim dizer, sem poder sair e fazer nossas coisas. Não podemos encontrar ou sair com nossos amigos e família. Mas, se pararmos para pensar, será que realmente queremos estar tão perto de nossos amigos e família o tempo todo? É interessante.

Claramente não podemos continuar com o mesmo estilo de vida de antes. Presentemente, muitas pessoas em várias partes do mundo estão encarando essa situação de quarentena. Muitos de nós estão se sentindo isolados e solitários devido ao isolamento social, além de entediados por não poder sair e fazer nossas coisas.

Na verdade, tem sido meio que um choque. Mas esse choque é o nosso alarme para despertar. É um pouco chocante quando acordarmos com um alarme, e ficamos meio assustados.

Muitas pessoas também estão se sentindo ansiosas, pois não sabemos como será daqui para a frente. O futuro é incerto. Mas se refletirmos um pouco, vamos entender que o futuro sempre foi incerto. Nós tendemos a pensar que ele é previsível: “quarta eu vou acordar e ir trabalhar.” O futuro pode parecer previsível, mas na verdade é incerto. E sempre foi assim.

Aproximando-se de coração

Talvez nesse recomeço possamos encontrar um futuro melhor. O futuro não precisa ser completamente incerto. Podemos criar o futuro por meio do que fazemos hoje.

O que decidimos fazer hoje é importante. Porque, se fizermos de uma forma inteligente e com um senso de bondade, se nos engajarmos em ações significativas, podemos de fato criar um futuro melhor. Como será o futuro? Podemos vê-lo naquilo que fazemos hoje. Temos a grande chance de criar um futuro melhor com esse recomeço. Então, não se preocupem!

Podemos nos sentir tristes e isolados por causa da regra de distanciamento. Mas se usarmos essa oportunidade para contemplar um pouco — se formos inteligentes e bondosos —, talvez possamos nos aproximar de coração. Não estou pedindo que vocês se aproximem fisicamente. Mas, no nosso coração e na nossa mente, é possível. Podemos até começar a nos sentir mais próximos uns dos outros do que antes.

Essa regra de distanciamento está nos dando a grande oportunidade de avaliar nossos hábitos mentais, tendências e impulsos. A política de distanciamento social está nos incitando a refletir mais seriamente sobre as nossas relações, e essa é uma oportunidade enorme.

Em vez de nos irritarmos, podemos usar essa situação de forma positiva. Já podemos ver que ela está nos ensinando sobre nossos equívocos gerais. O que queremos dizer ao falarmos que somos “próximos” a alguém? Não podemos medir essa proximidade em metros ou quilômetros, certo?

Podemos pensar no que de fato significa proximidade, inclusive física. O distanciamento social nos dá a chance de nos sentirmos próximos internamente, de sentir a preciosidade de que alguém realmente está perto.

Se dimensionarmos o quanto somos próximos de alguém, vamos medir pelo coração. É o amor e o carinho genuíno que sentimos por alguém. Desse ponto de vista, sempre estamos perto de quem queremos ser próximos.

Então esse distanciamento social não está de fato nos deixando mais distantes uns dos outros. Pelo contrário: está nos aproximando.

Na maioria das cidades modernas, ao sairmos de casa, costumamos naturalmente manter essa distância de um metro e meio. Não queremos ficar assim tão perto fisicamente das pessoas. Não queremos ficar tão perto nem dos nossos amigos, muito menos de desconhecidos. Antes do distanciamento social, no transporte público, sempre que podíamos, escolhíamos manter essa distância, preferíamos ficar a um metro e meio das pessoas, e também sozinhos. E achávamos isso ótimo!

Mas o que está acontecendo de estranho agora, e talvez seja o efeito da pandemia, é que queremos estar perto das pessoas, mesmo das desconhecidas. Assim entendemos claramente como a mente funciona, não é mesmo? É uma mente rebelde, um Buda Rebelde.

Desse modo, podemos usar o momento atual para refletir sobre como essa distância social de um metro e meio poderá na verdade nos aproximar. Talvez pouco tempo atrás não quiséssemos ver nossa sogra. E agora estamos ansiosos para encontrá-la.

Como a solitude e períodos de retiro ajudam a saúde mental

Estamos todos nos sentindo isolados e solitários nessa situação de quarentena. Mas talvez possamos desenvolver um hábito melhor, aproveitando esse tempo como um momento para estarmos com nós mesmos, um tempo só nosso.

De uma perspectiva budista, a quarentena, ou isolamento, é como um tempo de meditação ou de retiro. É o que nós chamamos de solitude. Os ensinamentos do Darma geralmente dizem que a solitude nos é, na verdade, boa, pois é um tempo em que nos conectamos mais profundamente com nós mesmos.

É verdade que estar em solitude pode ser desafiador, mas também pode ser uma oportunidade de fazermos o que chamamos de meditação, de trabalharmos com nossa mente, a nível físico ou psíquico. Fisicamente, podemos fazer ioga ou tai chi, e mentalmente, podemos fazer vários tipos diferentes de práticas de concentração. O envolvimento nessas práticas pode ser de grande ajuda para que que colhamos benefícios durante esta época de solitude.

A solitude rejuvenesce e recarrega a mente.

Até mesmo nosso telefone precisa ficar um tempo sozinho para funcionar bem, não é mesmo? Ele não pode ficar funcionando o tempo todo, 24/7. Ele precisa de um pouco de solitude. Nós conectamos um cabo e o carregamos, e então o deixamos sozinho por um tempo. Deixamos que ele fique um pouco sozinho.

Nossa mente humana também precisa de um tempo, correto? Ela precisa desse tempo para recarregar e rejuvenescer. E a situação atual é um momento poderoso para fazer isso.

Eu li recentemente um artigo que descrevia uma pesquisa sobre os efeitos da solitude. Os pesquisadores descobriram que a solitude, ficar sozinho por algum tempo, é muito bom para a nossa saúde mental.

Essa pesquisa diz que os adolescentes que passam um tempo moderado sozinhos durante o dia são mais ajustados, saem-se melhor psicologicamente e naquilo que querem realizar. Eles estudaram indicadores como depressão, avaliações por professores, problemas comportamentais e médias de notas.

Os adolescentes que passam algum tempo sozinhos são menos inseguros, registram maiores níveis de concentração e taxas mais baixas de depressão e alienação. Eles se sentem melhor em geral e também com o fato de estarem sozinhos.

Então talvez possamos usar esse tempo de isolamento como uma experiência de solitude. Talvez possamos aproveitar esse tempo para empregar todos esses pontos positivos na melhora da nossa saúde mental. Talvez comecemos a gostar da solitude. E aí poderemos dar adeus à solidão. Vira até uma letra de música: “Adeus, solidão.”

Este período tem nos oferecido a chance de reexaminar nossos hábitos e rotinas mentais. Ao mesmo tempo, ele tem nos proporcionado um bom insight sobre o quanto estamos todos interconectados ou interdependentes.

Ainda que estejamos ansiosos para voltar à nossa sensação de normalidade habitual, também é vital aproveitarmos tal oportunidade. Precisamos ver as coisas com clareza, trazendo um senso de bondade e sabedoria a esta situação, para podermos viver nossa vida de forma significativa. Se fizermos isso, poderemos ter um grande recomeço.

Estamos todos juntos nessa. O mundo nunca esteve tão unido.

Aproveitando nossa oportunidade
Essa é uma grande oportunidade para nós, mas é uma oportunidade forçada. Não é bom? Geralmente precisamos nos esforçar para encontrar oportunidades, mas esses tempos a jogaram no nosso colo!

Mas se olharmos para ela como uma solitude forçada, ou um distanciamento forçado, não conseguiremos colher os grandes benefícios dessa situação. Então, em vez de olhar essa solitude como algo que está sendo imposto por alguém, podemos vê-la como uma oportunidade batendo à nossa porta. A oportunidade está aqui, esperando por nós.

Essa é uma boa hora para checarmos a realidade dos nossos hábitos e tendências, tanto na nossa mente quanto no mundo.

Normalmente, relacionamo-nos com o dia a dia por meio de uma rotina mecânica e tendemos a ficar um pouco robóticos. Não costumamos questionar nossa mente ou refletir muito. Como resultado, nossa vida opera numa certa escuridão. E às vezes percebemos isso; não somos tontos. Mesmo percebendo, não temos a coragem de quebrar esse hábito.

Mas agora, neste exato momento, a pandemia mundial está nos forçando a quebrar esse hábito. Agora. Está nos ajudando a sermos, quase sem querer, pessoas bondosas. Por exemplo: usamos máscaras para nos proteger da doença, mas sem querer também estamos impedindo que os outros peguem a doença que podemos ter sem saber. Há uma certa bondade acidentalmente acontecendo.

A pandemia também está nos ajudando a desenvolver hábitos positivos, como lavar as mãos. No futuro, não precisaremos nos preocupar ao apertar a mão de alguém, pois saberemos que estará limpa.

Enfim estamos tendo a chance de quebrar a corrente dos nossos hábitos robóticos. Ao mesmo tempo, parece que temos um pouco de dificuldade de usar essa oportunidade. Porque não gostamos de ser forçados, certo? Queremos ser livres. E queremos que tudo parta de nós mesmos.

Mas, no final das contas, é a mesma coisa. Mesmo parecendo que estamos sendo forçados, aproveitar ou não a situação é uma decisão só nossa. Ninguém pode nos forçar a fazer nada, e ninguém deveria. Nós decidimos.

Assim, deparamo-nos com a chance da quarentena. É como um grande bufê de oportunidades diante de nós, mas somos nós que decidimos o que vamos comer. Toda experiência depende da nossa visão e atitude mentais em relação à situação. Estando em meio à pandemia ou não, se não trabalharmos com a nossa mente, vamos sentir dor.

Eu ouvi uma frase muito bonita num programa de TV outro dia: “Há dores que nos usam, e há dores que podemos usar”.

Toda experiência depende da nossa mente, da nossa força mental.

Lembram quando tínhamos a escolha de sair e nos conectar com o mundo inteiro, e queríamos ter mais privacidade e tempo para nós? Agora que temos esse tempo e todo esse espaço, nos sentimos sós e perguntamos aos amigos: “Por que você não me procurou?”. E nossos amigos dizem: “Na última vez que nos falamos, você disse que queria mais tempo para você”. Isso é cíclico.

Então, é importante mudarmos nossa perspectiva e acolhermos essa oportunidade de trabalhar nossa mente e desenvolver nossa força mental. Essa é a chave para superarmos qualquer desafio, perda ou luta dolorosa.

Como dizem: quando perder algo na vida, não perca a lição.

Portanto, recebamos essa mudança de braços abertos!

Três pontos para reflexão

Primeiro: reconheça o medo.
Em vez de fugirmos do medo, ou reagirmos com medo, é importante trabalharmos diretamente com ele. Para isso, precisamos primeiro reconhecer e aceitar a experiência. Quanto mais o aceitamos, mais podemos reconhecer e aproveitar o medo, acreditem ou não.

Quanto mais lutamos e fugimos do medo, mais sofremos. “Trabalhar com o medo” significa encará-lo e nos permitir senti-lo — física e psicologicamente.

Ao fazer isso, é importante olhar para o medo sem rotular como “medo”. Só sentimos a sensação, o próprio sentimento.

O medo por si só não é um problema. Mas quando rotulamos ou julgamos o sentimento ou o conceito de medo, temos um problema. A experiência original do próprio medo é a nossa inteligência intuitiva. É uma forma de sabedoria. E é bom ter esse tipo intuitivo de medo.

Quando chegamos perto demais da beira de um precipício, nosso corpo reage com medo, e naturalmente nos afastamos. Não estamos rotulando nada. Só sentimos medo e instantaneamente nos afastamos. E isso é bom! Não devemos nos livrar desse tipo de medo.

Esse medo intuitivo, sem julgamentos ou rótulos, não é o estado mental problemático que chamamos de “medo”.

O real medo é o medo do medo.

Não é esse o caso? Podemos observar isso quando temos uma consulta no dentista. Quando chegamos ao consultório e sentamos na cadeira, está tudo bem. Mas, quando vemos a agenda uma semana antes e sabemos que a data da consulta está chegando, sentimos tanto medo!

Portanto, o que precisamos transformar é o nosso conceito de medo. Para trabalharmos isso, é muito importante que reflitamos sobre a realidade, a natureza impermanente, do nosso mundo externo e interno.

Muito do nosso medo do medo tem relação com a ideia da mudança. Às vezes não queremos a mudança e surge o medo. Até mesmo quando queremos a mudança, podemos temer os aspectos desconhecidos: como será a vida — como “eu” serei — depois dessa mudança?

Mas quando entendemos a realidade da impermanência, sabemos que a mudança não é opcional. Não há um formulário dizendo: “Se você quiser a mudança, clique aqui, e se não quiser, clique lá”. Precisamos refletir sobre isso. Como tudo tem a natureza da mudança, não há uma sensação verdadeira de total controle.

Mudanças acontecem o tempo todo, a todo momento. Não podemos controlar isso. As mudanças são inevitáveis. Devido à natureza da impermanência, não podemos prever nada com 100% de precisão. Em verdade, a realidade se aproxima mais da teoria do caos, segundo a qual qualquer leve mudança pode ter um grande impacto.

Segundo ponto: precisamos entender nossa interdependência.
Essa situação de pandemia mostra o quanto estamos interconectados e o quanto somos dependentes uns dos outros.

Isso sempre foi assim. A realidade é interdependente. O Buda ensinou isso. Nós sempre sentimos dificuldade em aceitar esse fato, mas agora conseguimos observar a conexão que existe entre nós e todas as outras pessoas de quem dependemos. Temos mais consciência da origem da nossa comida, de fazendeiros, mercearias e funcionários. Fabricantes de papel higiênico. Todas essas pessoas são muito importantes para nós.

Agora realmente agradecemos aos motoristas e entregadores, aos médicos e enfermeiros. Estamos todos interconectados e percebemos a importância que temos uns para os outros.

Nós podemos ter nos equivocado sobre nossa independência, achando que éramos de certa forma independentes dos outros. Mas em tempos como estes, quando nossa interdependência se torna tão clara, nosso senso de eu e do outro, de nós e eles, pode ser finalmente derrubado. Podemos chegar a uma compreensão clara: nossa sobrevivência depende dos outros.

Podemos perceber que temos algum tipo de responsabilidade uns pelos outros. Podemos entender a natureza da nossa interconectividade ou interdependência; podemos ver a sábia verdade.

Terceiro ponto: vamos cultivar a bondade e a compaixão.
A inteligência e a interdependência devem andar lado a lado e de mãos dadas.

Bondade, compaixão, é a sábia inteligência da interconexão em ação.

Quando nos preocupamos com os desafios, dificuldades e dores das outras pessoas, criamos uma espécie de espacialidade e abertura no nosso coração. Há uma magnanimidade e uma resiliência no coração – ou mente. Sentindo essa bondade, compaixão e amor que são abertos e espaçosos, tornamo-nos muito mais capazes de lidar com o nosso próprio sofrimento.

Por outro lado, se fecharmos nosso coração aos outros e entendermos toda a situação desde uma perspectiva autocentrada, até mesmo o menor problema parecerá enorme. Permitir que sintamos essa bondade, compaixão e amor cria uma sensação de maior espaço no nosso coração, uma sensação de liberdade.

Essa bondade e amor não deveriam ter uma causa. Por exemplo: se alguém diz “Eu te amo porque…”, existe um problema aí.

Não precisamos de uma razão para sermos bondosos ou amorosos. Precisamos ser bons para os outros sem um “motivo.”

Assim, vamos procurar praticar a bondade com todos durante essa situação de pandemia. Sejamos generosos e compassivos uns com os outros.

No livro Resgate emocional, há um capítulo chamado “Vinte e quatro horas de bondade” (ele começa na página 114). Vamos tentar fazer isso, apenas por um dia. Não precisamos estar em retiro por 24 horas. Tente apenas despertar a bondade e o amor no seu dia, por 24 horas. Há exercícios específicos no livro para ajudar nessa tarefa.

O isolamento é uma grande oportunidade para meditar.

Eu li a seguinte citação: “Julgue seu sucesso pelas coisas a que você renunciou para consegui-lo”. Neste momento, podemos sentir que estamos precisando renunciar a várias coisas na nossa vida. Mas vamos ver como podemos usar esse tempo de uma forma positiva, com uma atitude positiva. Vamos ver como podemos colher grandes benefícios disso.

Tenham sabedoria. Ouçam os especialistas, cientistas, médicos e todas as orientações maravilhosas que estamos recebendo.

Sejam bondosos. Ajudem e apoiem todos a sua volta que precisam. Usem máscara! Isso é ser bondoso. Lavem as mãos. A bondade é isso.

E vivam sua vida plenamente. Vocês não precisam parar. A vida definitivamente não parou. A vida não foi bloqueada. Então vivam plenamente, façam bom uso dela. Aproveitem!

Todos vocês estão no meu coração e em minhas preces. Tenham saúde e força, sejam sábios, sejam bondosos e vivam plenamente.

Dzogchen Ponlop Rinpoche

Estes ensinamentos foram originalmente oferecidos por Dzogchen Ponlop Rinpoche num programa organizado pelo Instituto Kamalashila, no dia 5 de maio de 2020. Acesse a transcrição em inglês aqui. Tradução: Danny Reis. Revisão: Caroline Souza

Explore More Posts